Bitcoin volta a mostrar correlação com ações de Big Techs e levanta dúvidas no mercado


Na última semana, mais uma máxima do mercado de criptomoedas foi colocada em xeque, já que o Bitcoin (BTC) não tem se comportado 100% como uma reserva de valor em tempos de crise. Sua correlação direta com as ações das Big Techs (Alphabet, Amazon, Microsoft, Facebook, Tesla e outras) segue alta há mais de 40 dias.

Desde o início da pandemia, o Bitcoin tende a se mover na mesma direção do índice Nasdaq 100 – e agora estão em uníssono mais do que nunca. A correlação de 40 dias entre os dois atingiu um recorde de 0,6945 na última semana, como mostram os dados da Bloomberg. 

Fonte: Bloomberg

Quem investe nas Big Techs também investe nas criptomoedas, pois são ativos de risco com retorno exponencial. Mas são ativos de risco em última análise e em momentos de crise, esses investidores se desfazem do risco e buscam mais segurança.

Enquanto o Federal Reserve (Fed) continuar a sua escalada dos juros, haverá choro e ranger de dentes no mercado de criptomoedas e no mercado das Big Techs, o investidor irá investir em petróleo, commodities (uma excelente notícia para o agronegócio brasileiro) e metais tais como níquel, cobre, ouro, prata e platina. 

As expectativas de uma série de aumentos nas taxas de juros (4%) pelo Fed nos próximos meses pesaram nas criptomoedas e nas ações de tecnologia recentemente, com o índice Nasdaq 100 perdendo 3,6% na semana passada e o Bitcoin caindo brevemente abaixo de US$ 42.000 nesta segunda e depois dando um mergulho ainda mais profundo até os US$ 39 mil, sendo negociado no instante dessa redação por US$ 41.170. 

Com os juros americanos entregando valorização maior e mais segura para o investidor, este buscará esse porto seguro, como é também o caso do Brasil atualmente, com a taxa Selic anual em 11.25% atraindo capital estrangeiro para o Brasil, causando a queda do dólar e valorização do real. Diante desse quadro, o fluxo de dinheiro que estava irrigando as Big Techs e as criptomoedas, está rumando para onde mercados com juros altos.

Hodlers com expectativas diferentes

Somando-se a esse cenário macroeconômico há o descasamento de expectativas entre diversos preços de compra do Bitcoin, pois há quem comprou-o a US$ 20 mil (esses estão no lucro), os que compraram a US$ 50 mil (esses estão no prejuízo) e por assim vai. Cada grupo destes de investidores estão operando sobre sua própria lógica de retorno, portanto haverá momentos de intensos derrames no mercado e outros pequenos ralis.

Porém, a expectativa de que passaremos dos US$ 50 mil esse ano pode não se concretizar, de acordo com a visão de Arthur Hayes, fundador da BitMex.

Os mercados de criptomoedas devem liderar as quedas “à medida que entrarmos na desaceleração, e liderarão as ações para cima à medida que sairmos dela”, disse. De acordo com publicação do Valor.

“Bitcoin e Ether chegarão ao fundo bem antes que o Fed mude sua política de aperto para afrouxamento. Não vejo como podemos ter o Bitcoin a US$ 69.000 ou o ether a US$ 5.000”, ele escreveu em 10 de dezembro de 2021, após uma queda acentuada em ambos os tokens em relação ao mês anterior. “Posso imaginar, no entanto, um mercado confuso, com pequenas crises de volatilidade negativa seguidas de uma recuperação morna”, finalizou.

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