Greve no Banco Central adia testes do Real Digital para 2023



O Banco Central do Brasil divulgou que os testes do Real Digital, a versão digital da moeda nacional, antes anunciado para o segundo semestre de 2022, agora só será realizado em 2023.

A informação do adiamento foi feita pelo economista do Banco Central (BC), Fábio Araújo, que é responsável pelo projeto do Real Digital dentro do BC durante um debate virtual sobre o tema, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com ele, o cronograma inicial previa os primeiros pilotos ainda em 2022, mas a greve dos funcionários do Banco Central atrasou a programação. 

“A gente tinha a intenção de começar os pilotos [testes] talvez ainda no final desse ano, mas a greve atrasou bastante o cronograma. De toda forma, em 2023 e, em boa parte de 2024, a gente vai ter os pilotos rodando e as condições de ter certeza do lançamento da moeda digital na segunda metade de 2024”, disse Araújo em debate virtual sobre o tema, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Ainda de acordo com o BC, quando o Real Digital for lançado as pessoas interessadas em utilizar o CBDC deverão obter uma carteira virtual de um agente autorizado pelo Banco Central, como um banco ou uma instituição de pagamento.

A versão inicial da moeda digital será uma opção adicional ao uso de cédulas convencionais, e poderá ser convertida para qualquer outra forma de pagamento hoje disponível – como depósito bancário convencional ou em real físico.

Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, entre os objetivos do Real Digital está habilitar contratos inteligentes e finanças descentralizadas na plataforma de CBDC do Banco Central.

“A iniciativa do Real Digital é uma resposta ao rápido progresso de transformação digital e à demanda da sociedade por meios nativos de liquidação em um novo ambiente. Avançamos muito desde a criação do grupo de trabalho sobre moedas digitais em 2020 e a cada passo dado amadurecemos as condições para que importantes ganhos de eficiência possam ser concretizados”, afirmou.

Greve no Banco Central

A greve dos servidores do Banco Central começou no dia 1 de abril e ainda segue por tempo indeterminado já que os grevistas declararam que não devem ceder as pressões do governo por um reajuste menor ao requerido pela categoria.

Enquanto os servidores do BC pedem 27% de reajuste, além de medidas de reestruturação de carreira, o governo está disposto a conceder um reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo.

A greve dos servidores do BC vem afetando, além dos testes do Real Digital, também outras atividades do BC como a divulgação da taxa Ptax diária, o que deixa o mercado financeiro em constante atenção. Há também rumores, não confirmados pelo BC, que se a greve continuar sistemas com o Pix e o Open Banking podem ser afetados.

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