Bitcoin e criptomoedas são muito mais que o dinheiro do futuro apontam especialistas



Embora muitos analistas discutam se as criptomoedas são uma reserva de valor, um meio de pagamento ou um puro instrumento de investimento, o Bitcoin, bem como a industria de criptoativos são muito mais do que apenas aplicações ligadas ao mercado financeiro.

Segundo os especialistas consultados pelo Cointelegraph, nas notícias, nos investimentos, nos jogos, em todo lugar é possível ‘sentir’ como os criptoativos podem e são muito mais do que só ‘uma forma de dinheiro digital’.

Porém apontam que a blockchain e seus usos são vastos ainda que precisem passar por processos de evolução e aperfeiçoamento para ganhar escala e viabilidade. Alguns deles são pouco conhecidos e até não muito convencionais.

A utilidade mais óbvia é como forma de pagamento. El Salvador é o único país do mundo que declarou legal o bitcoin, aprovando e adotando formalmente a moeda. Mas qual seria a vantagem de utilizar uma moeda cujo resto do mundo ainda não considera oficial?

“Elas tendem a não sofrer com efeito inflacionário, que é decorrente da emissão de moedas como o real e o dólar, por exemplo”, explica Antonyo Giannini, especialista de cripto da corretora americana Avenue Securities.

Essa é a maior defesa da utilização de criptomoedas para meios de pagamento. Mas não só isso.

“A criptomoeda pode ser utilizada tanto para a aquisição de bens e serviço como, principalmente, para remessas internacionais de baixo custo”, completa Vinícius Bazan, analista de cripto da Empiricus.

Metaverso, NFTs e Internet das coisas

Outro uso que tem se popularizado cada vez mais (especialmente depois que o Facebook mudou de nome para Meta) é o metaverso – um universo virtual, ou vários universos virtuais, em que as pessoas podem interagir e realizar transações.

Atualmente, no metaverso, é possível transferir recursos e adquirir bens, permitindo o surgimento de toda uma economia paralela de dados e itens digitais baseados em blockchain como os NFTs

NFTs são, basicamente, certificados que alegam a originalidade e a posse de um ativo. Pode ser figurinha de colecionador, música ou royalties. Recentemente, o jogador Neymar pagou R$ 6 milhões em duas artes da Bored Ape Yacht Club, uma coleção criada na blockchain da criptomoeda Ethereum e que mostra cartuns de macacos. 

Internet das coisas, abreviado de IoT (sigla em inglês para “Internet of Things”), o conceito faz referência a todas as coisas que estão conectadas à rede, desde simples arquivos em nuvem até os itens supercomplexos do blockchain que mencionamos até agora, passando por toda uma cadeia produtiva.

Os diferentes tipos de objetos que estão na rede são capazes de se conectar e fornecer serviços e automatizações, coletando e transmitindo dados, muitas vezes fazendo uso altamente inteligente e prático para o dia a dia. Com as devidas informações, os objetos são capazes de aprender comandos e ações.

Alguns exemplos do uso de IoT no cotidiano são a Alexa, que obedece a comandos e automatiza rotinas, objetos que monitoram a saúde, entre outras coisas.

Registros, contratos inteligentes e DeFi

Contratos feitos com a tecnologia cripto funcionam como contratos normais, mas não possuem intermediador para efetivar sua execução. Como são feitos em linguagem de programação, sua execução pode ser automatizada.

“Um contrato de seguro de safra, por exemplo. Pode-se programar o seguro para indenizar o segurado automaticamente, assim que sensores meteorológicos, consultados por esse contrato, identificarem uma geada na região”, exemplifica Giannini.

“Essa tecnologia pode ser útil desde empresas que atuam como cartórios, no registro em blockchain de documentos, até bolsas de commodities, além do rastreamento de cadeias produtivas”, continua Vinícius Bazan.

“De-fi” é a sigla para “finanças descentralizadas”. São produtos de investimento, financiamento ou empréstimo, tudo isso dentro da blockchain. Lá tudo é registrado e acessível, sem precisar de intermediários.

Essa descentralização permite criar toda uma gama de novos produtos financeiros e captar recursos. Também faz uso de contratos inteligentes e metaverso.

“É um conceito dentro da tecnologia cripto que tende a evoluir bastante”, acredita Antonyo.

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