Mês de junho de 2021 desencadeou disparada do Bitcoin, mas neste ano o BTC enfrentará mais desafios, revela o Coinmarketcap


Uma análise feita pelo Coinmarketcap sobre como o mercado de criptomoedas pode se comportar nos próximos 3 meses, destacou que apesar de subir 50% neste período no ano passado o mesmo cenário pode não se repetir para o Bitcoin neste ano.

Segundo o portal, que é um dos maiores agregadores de valor para criptoativos no mercado, dados sugerem que o Bitcoin experimenta maior volatilidade durante os meses de verão no emisfério norte (junho a agosto). 

“Enquanto os retornos de julho se equilibram em média, é o mês de verão mais volátil. Agosto vê retornos abaixo da média, enquanto junho tende a ser um mês lucrativo, mas volátil”, destaca.

A equipe do Coinmarketcap, revisando os movimentos de preço do BTC em 2022, depois de abrir o ano em cerca de US$ 47 mil, o BTC caiu. Uma breve recuperação de volta para cerca de US$ 45 mil ocorreu em fevereiro mas foi reprimida pelos ursos. 

“Outra tentativa de fuga no início de março teve o mesmo destino. O Bitcoin finalmente teve um forte rali no final de março para igualar sua abertura anual – e então os ursos reagiram para derrubar o preço abaixo de US$ 40 mil”, afirmou.

No entanto, em abril e maio, a queda foi ainda mais drastica e, com a falência do ecossistema UST/LUNA o valor do mercado de criptoativos despencou e, com ele, o preço do Bitcoin recuou para menos de US$ 26 mil, estabelecendo depois uma faixa de negociação lateral entre US$ 28 mil e US$ 31 mil, que perdura até o começo de junho.

Apesar da queda no preço e das perspectivas negativas, de acordo com um relatório da Glassnode, o Bitcoin parece sólido do ponto de vista de dados onchain já que:

  • A maioria dos atuais detentores de BTC comprou suas moedas antes do ATH e provavelmente será insensível às mudanças de preço.
  • A maioria dos detentores de curto prazo que compraram após o ATH já capitularam.
  • A análise estatística sugere que os detentores com perdas não realizadas têm muita convicção em sua posição.

“O relatório conclui que os detentores de longo prazo com bases de custo mais altas do que US$ 14,6 mil provavelmente capitularam durante a correção recente. Ao fazer isso, eles estão vendendo para novos detentores entre US$ 35 mil e US$ 42 mil, indicando que grande parte da pressão do lado da venda já foi absorvida”, indica a análise do Coinmarketcap.

Desta forma a empresa indica que a fase atual é de acumulação.

Regulamentação e ‘dinheiro novo’

A análise do Coinmarketcap também aponta que diversos países pelo mundo, inclusive o Brasil, estão implementando regras para o mercado de criptoativos o que, em sua visão é positivo pois significa que o comercio de criptoativos irá se tornar algo ‘legal juridicamente’ permitindo mais desenvolvimento e investimento institucional.

“Muitos países estão procurando incorporar Bitcoin e outros criptoativos em seus sistemas financeiros, em vez de proibi-los”, destacou.

A análise também destaca que grande parte da recente correção de preços se resumiu à falta de dinheiro novo entrando no ecossistema de criptomoedas, porém este ‘dinheiro novo’ está prestes a entrar e especificamente no Bitcoin. 

Para justificar essa posição a análise aponta que a gigante de investimentos Fidelity anunciou um plano para permitir que os poupadores de aposentadoria coloquem BTC em suas contas 401(k) e destaca que o primeiro ETF Bitcoin Spot foi liberado pela Australia Securities Exchange (ASX) e a Australian Financial Review espera uma entrada de US$ 1 bilhão em Bitcoin após o lançamento do ETF. 

“A demanda do varejo não está crescendo e as instituições continuam comprando”, destacou.

Porém, embora os dados apontados acima indiquem um momento positivo para o BTC, a análise do Coinmarketcap aponta que nem tudo que reluz é ouro e há mais razões para uma baixa do que para uma reversão de tendência.

A análise aponta que grande parte da incerteza sobre os rumos da economia mundial está pesando no BTC . 

“Acrescente a essa incerteza geopolítica e outro potencial aumento nos preços das commodities se a guerra na Ucrânia aumentar. Também pode ocorrer uma na crise da cadeia de suprimentos devido aos novos bloqueios do COVID na China. Ninguém sabe exatamente o quão ruim vai ficar. Pode ser ruim ou terrível para o Bitcoin, mas a situação macroeconômica é terrível, não importa como você olhe”, disse.

Desta forma, o portal aponta que o Bitcoin aproveitou da glória do aumento das avaliações das ações de tecnologia e da expansão da liquidez enquanto podia. No entanto, agora os investidores não estão mais interessados em ações de tecnologia e, com isso, o BTC também entra no jogo já que a correlação do Bitcoin com omercdo de ações aumentou, de apenas 0,1 para 0,6 em abril de 2022 (1 sendo correlação perfeita). 

“Como o NASDAQ reverteu dos máximos de todos os tempos, o Bitcoin também. Grande parte da incerteza macroeconômica pesou nas ações de tecnologia, que alguns investidores já consideraram amplamente supervalorizadas. Ainda assim, o excesso de capital teve que encontrar rendimento em algum lugar, e empresas em crescimento como Google, Apple e Tesla provaram ser a melhor aposta”, destacou.

Além disso, aponta que essa correlação crescente mostra que o Bitcoin ainda está longe de ser o hedge de inflação que protege o dinheiro dos investidores em momentos de turbulência econômica.

Outro ponto destacado pelo portal é que o índice de moeda USD (DXY) tem sido tradicionalmente o arquirrival do Bitcoin. À medida que o DXY e o valor do dólar aumentam, o Bitcoin cai e vice-versa. 

“Infelizmente para o Bitcoin, o aumento das taxas de juros nos EUA é uma ótima notícia para o dólar . O capital está saindo do Bitcoin e voltando para os títulos para obter esses retornos seguros. Enquanto alguns analistas esperam um enfraquecimento do domínio do dólar no longo prazo, isso não acontecerá no futuro imediato. Nos próximos meses, o dólar provavelmente reinará supremo, o que significa que o Bitcoin pode ter mais desvantagens”, destaca.

A análise do Coinmarketcap destaca por fim que os indicadores de análise tecnica mostram que o BTC sendo negoicado abaixo de US$ 31 mil e, aparentemente se força para romper este patamar, demonstra que o cenário de curto prazo não é favorárvel.

“Considerando toda a incerteza, é extremamente difícil estabelecer um preço-alvo para o Bitcoin até o final de agosto. Mas o Bitcoin pode ser negociado mais perto de US$ 30.000 do que de US$ 60.000 quando o verão terminar”, finaliza.

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