Analista que previu queda do Bitcoin para US$ 22.800 diz o que vem por aí para o preço do BTC


O décimo fechamento semanal no vermelho do Bitcoin (BTC) em 11 semanas no domingo, 12, era algo praticamente certo depois que a divulgação dos dados da inflação nos EUA na última sexta-feria, 10, mostrou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) anualizado veio acima das expectativas do mercado.

A cotação de US$ 26.574 ao final do domingo representou o pior fechamento semanal do Bitcoin desde dezembro de 2020, quando o preço da maior criptomoeda do mercado estava avançando em ritmo ascendente, após a renovação da máxima histórica de dezembro de 2017.

Tão logo a semana começou, com o início das negociações em um mercado asiático assombrado pela desvalorização do iene se aproximando de níveis registrados pela última vez em 1990, e o Bitcoin aprofundou suas perdas, chegando a mínima de US$ 22.600 por volta das 12h, no horário de Brasília, até iniciar uma leve reversão das fortes perdas acumuladas nas últimas horas.

Em uma análise exclusiva para o Cointelegraph Brasil, Diego Consimo, fundador da Crypto Investidor, aponta os possíveis cenários para o Bitcoin diante de um cenário macroeconômico que pode se tornar ainda mais desfavorável esta semana após a reunião do Fed (Banco Central dos EUA) que deve confirmar um novo aumento nas taxas de juros de no mínimo 50%, além de fortes turbulências internas ao próprio mercado cripto, como a crise de insolvência da Celsius, uma plataforma centralizada de empréstimos que oferece rendimentos em criptomoedas para usuários que mantém seus ativos em staking.

Confirmação de fundo na região em torno de US$ 24.000

Consimo vinha alertando os leitores do Cointelegraph Brasil para um provável teste do suporte de US$ 24.000 desde o início de maio e havia antecipado a queda do Bitcoin para a região de US$ 22.800 a US$ 24.000 em sua análise de 23 de maio.

Gráfico semanal BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

Agora, o analista prevê um possível alvo no suporte crítico de US$ 20.000, região da máxima histórica do ciclo anterior. A sustentação deste nível será fundamental para que o preço do BTC não busque novos fundos:

“Podemos observar que o suporte mais forte do BTC está na região dos U$20.000 agora, que coincide com a média móvel de 200 semanas. Porém, caso essa região seja perdida, teremos suporte na região de U$14.500, que é o fundo desse canal. Vale ressaltar o padrão histórico de comportamento das médias móveis, onde a média de 21 semanas tende a se aproximar da média móvel de 200 semanas para que tenha início um processo de reversão.”

Brave New Coin Liquid Index Bitcoin semanal. Fonte: Crypto Investidor (Trading View)

Apesar de o preço do BTC ter buscado o fundo previsto por Consimo em sua análise e o Índice de Força Relativa (RS) estar em região de sobrevenda tanto no gráfico diário quanto no de 4 horas, a probabilidade de uma reversão momentânea de tendência é limitada pelo cenário macroeconômico.

A chance de os ativos de risco serem contemplados por uma hipotética sinalização de mudança nos rumos da política monetária do Fed em sua reunião de quarta-feira é mínima. Assim, qualquer rali de alívio momentâneo não representará uma reversão de tendênca antes que o Bitcoin volte a testar a resistência em US$ 32.000, afirma Consimo.

Após registrar quedas contínuas desde o início da noite de domingo, o Bitcoin econtra-se momentaneamente estabilizado um pouco acima da média móvel semanal de 200 semanas. O par BTC/USD está cotado a US$ 23.585, com uma capitalização de mercado de US$ 454,5 bilhões, de acordo com dados do CoinMarketCap.

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil, as mais recentes liquidações derrubaram a capitalização total do mercado de criptomoedas abaixo de US$ 1 trilhão pela primeira vez desde fevereiro de 2021.

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