B3 anuncia desenvolvimento de contrato futuro com exposição ao Bitcoin



A  Bolsa de Valores do Brasil, B3, deverá lançar no segundo semestre um novo produto, apoiado na principal criptomoeda do mercado. Trata-se de um contrato futuro exposto ao Bitcoin (BTC), destinado a pequenos e grandes investidores. A informação já havia sido confirmada em maio pelo executivo chefe financeiro do grupo, André Milanez, durante uma teleconferência de apresentação de resultados do primeiro trimestre de 2022, embora o representante da B3 não tenha fornecido mais detalhes, na ocasião. 

O produto será negociado a 10% do valor do Bitcoin, o que representaria, pela cotação do BTC nesta segunda-feira (13), aproximadamente US$ 2,37 mil, quase R$ 12 mil, e deverá seguir regras semelhantes às de minicontratos de câmbio e índice praticados pela instituição, segundo o Valor. 

Em relação ao índice utilizado como referência para liquidação do contrato, a B3 adiantou que seguirá uma referência internacional e prometeu divulgar o nome em breve, após assinatura do contrato com o provedor. 

A bolsa também trabalha na definição dos market makers, no caso as corretoras responsáveis por dar liquidez aos contratos, referência de preço e detalhes de sua atuação. Mas o lançamento ainda passa pela aprovação dos órgãos reguladores, entre eles a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O contrato futuro abre a possibilidade de investidores locais apostarem nas tendências de preço do BTC enquanto protegem suas criptomoedas alocadas nas exchanges. Possibilidade que chegou a ser ofertada pela Binance em 2021, quando acabou  recebendo um uma stop-order da CVM já que a exchange não detém de autorização para oferecer valores mobiliários no Brasil.

O novo produto da B3 é visto como uma abertura do leque de opções no mercado de criptomoedas, cuja exposição encontra-se limitada pelos ETFs (fundo de índice negociados em bolsa), que são fundos passivos. 

Para os analistas, a chegada do contrato futuro de Bitcoin é positiva do ponto de vista do ingresso de investidores institucionais por se tratar de um investimento regulamentado. Foi o que avaliou o diretor de produtos financeiros da XP Investimentos, Lucas Amaral, que destacou o desenvolvimento e a educação do mercado em relação aos produtos cripto. 

O diretor de novos negócios da MB, Fabricio Tota, também defendeu a relevância do produto para o mercado cripto com a possível chegada de investidores institucionais, mas ponderou a falta de liquidação física do produto, além de riscos, como o de alavancagem e de operar vendido (shorts), apostando na queda do ativo base, razões pelas quais ele considerou que o produto apresenta limitações como opção de investimento.

A B3 também recebeu autorização da CVM para lançar uma empresa de negociação de ativos digitais, a B3 Digital Assets Serviços Digitais, que deve oferecer serviços de compra e venda de ativos digitais, verificação de existência e titularidade de ativos, entre outros serviços de infraestrutura, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

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