Após compra de US$ 105,6 milhões, El Salvador amarga perda de quase 53% com o derretimento do Bitcoin



O que se desenha como consolidação de um novo inverno cripto poderá se transformar em uma pisada no freio por parte do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que já aportou quantias milionárias dos cidadãos na compra de Bitcoins (BTC), já que a criptomoeda foi adotada como moeda legal no pequeno país da América Central, em setembro do ano passado.

O entusiasmo de Bukele, apesar de uma perda de quase 70% dos US$ 21,8 mil pelos quais a criptomoeda era trocada de mãos na tarde desta quarta-feira (15) frente aos US$ 69 mil do recorde histórico de outubro do ano passado, pode não ser uma notícia catastrófica uma vez que a quantia investida representa 0,42% do Produto Interno Bruto (PIB) mapeado pelo Banco Mundial em 2020, no montante de US$ 24,64 bilhões. Por outro lado, muitos cidadãos salvadorenhos acabaram se contagiando com a empreitada do chefe do Executivo e agora também amargam prejuízos diretos. 

No caso do governo, o prejuízo já chega a quase 53% sobre os 2301 Bitcoins do balanço patrimonial de El Salvador, adquiridos ao valor total de US$ 105,6 milhões, o que, em média, equivale a pouco mais de US$ 45,8 por BTC. 

Em outubro do ano passado, o presidente foi a Twitter comemorar a compra de 420 Bitcoins ao preço de US$ 60,3 mil cada BTC, pouco mais de US$ 25,3 milhões no total. “Valeu a pena esperar”, festejou  Nayib Bukele. 

No começo de maio, apesar da manutenção da queda da criptomoeda, o político determinou a compra de mais 500 Bitcoins, quando a criptomoeda era negociada a US$ 30,744 segundo a publicação do governante no Twitter, o que, neste caso, representou pouco mais de US$ 15,3 milhões. 

Os números veiculados pela imprensa provocaram reação do governo de El Salvador. Na última segunda-feira (13), o ministro das Finanças, Alejandro Zelaya, disse  em uma coletiva de imprensa que as informações da mídia eram “extremamente superficiais”, conforme noticiou o Cointelegraph.

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