Analista que acertou queda do Bitcoin para US$ 18 mil indica 3 criptomoedas para acompanhar na semana


A confiança até mesmo dos touros mais ardentes foi abalada recentemente com a queda do Bitcoin (BTC) para US$ 18 mil e, mesmo com a recente recuperação acima de US$ 20 mil, os investidores ainda mantém o pessimismo com o movimento de curto prazo da maior criptomoeda do mercado.

Desde seu pico em novembro, o valor de mercado do Bitcoin perdeu mais de dois terços de seu valor, caindo de US$ 1,22 trilhão para US$ 389 bilhões em 17 de junho de 2022.

Fonte: CoinGlass.com

Em um esforço para combater a inflação crescente, o Federal Reserve elevou as taxas de juros em 0,75% em 15 de junho, o maior aumento desde 1994.

Logo após o movimento, criptos e ações tiveram uma recuperação de curta duração, mas os mercados quase imediatamente acordaram para o realidade da situação, com o Bitcoin afundando para menos de US$ 18 mil nos dias seguintes.

A principal criptomoeda está pairando em torno da marca de US$ 20 mil no momento da redação deste artigo, mostrando sinais fracos de recuperação, segundo aponta o analista Mike Ermolaev, head de PR da ChangeNOW, que foi certeiro há poucos dias em prever que o BTC poderia cair abaixo de sua máxima histórica anterior, chegando a US$ 18 mil.

“A dor do touro cripto também foi exacerbada por problemas de liquidez na plataforma de empréstimos cripto Celsius, que deixou 1,7 milhão de seus clientes incapazes de resgatar seus ativos. O token nativo da plataforma de empréstimo de criptomoeda Celsius (CEL) caiu cerca de 50% em 13 de junho de 2022, depois que o projeto suspendeu saques citando condições extremas de mercado”, destaca.

O analista aponta que a decisão de Celsius pode ter sido desencadeada por perdas em instrumentos DeFi de alto risco e especialmente em ativos sintéticos garantidos. Na verdade, a plataforma não pode mais gerar receita suficiente para pagar receitas aos clientes – uma clássica crise de liquidez.

“Vale ressaltar que Celsius enviou cerca de 104.000 ETH e 9.500 WBTC para FTX pouco antes do anúncio”, aponta.

Ermolaev também destaca que resta saber se os problemas da Terra foram causados ​​em parte pelas ações da Celsius Network, uma vez que eles foram uma das baleias do ecossistema da Terra que retiraram cerca de US$ 500 milhões em fundos do protocolo de empréstimos da Anchor e, com isso, impactaram o peg do UST.

Além disso ele aponta que a rede Celsius é um dos grandes detentores de Ethereum e tamém estão conectados com staking no ETH 2.0. Portanto, segundo ele, o mercado ainda pode sentir muita dor com os problemas na Celsius.

 3 criptomoedas para acompanhar na semana

No entanto, segundo ele, essas não são necessariamente previsões apocalípticas e existem diversas plataformas que continuam existindo e conduzindo negócios com sucesso.

“Quando você mantém a cabeça fria e toma decisões racionais, até mesmo um mercado em baixa pode ser benéfico. Embora possa não fazer você feliz agora, o mercado em baixa é uma oportunidade de ganhar sua riqueza futura”, disse.

Segundo ele, existem vários fatores que podem ajudar os investidores a identificar quais projetos podem sair mais fortes do bear market em andamento do que antes. Ele aponta que um fator crucial a ser observado é quais setores recebem bons investimentos e, pelos relatórios atuais, podemos ver que o setor é Web 3.

“É provável que você esteja curioso para saber quais moedas sobreviverão a um mercado de baixa. Ninguém sabe ao certo. Mas ficar de olho nos projetos que recebem bons investimentos é uma opção. Um fundo lançado pela Binance no início deste mês investirá em projetos Web3, e Solana comprometeu até US $ 100 milhões em NFT e projetos DeFi”, destaca.

Nesta linha o analista destaca 3 criptomoeda que, além de receberem bons investimentos ao longo de sua história, também foram as que apresentaram melhor performance no setor de Web3, nos últimos 7 dias.

A primeira criptomoeda na lista dele é a rede descentralizada Helium (HNT) que é alimentada pela tecnologia blockchain e projetada para dispositivos da Internet das Coisas (IoT).

A rede principal da Helium conecta dispositivos sem fio de baixa potência à sua rede de nós, que tem cerca de 850.000 nós ativos em todo o mundo. Os nós vêm na forma dos chamados Hotspots, combinando um gateway sem fio e um dispositivo de mineração blockchain.

Os operadores dos nós do Helium mineram e ganham HNT, o token de criptomoeda nativo do Helium. O Helium visa preparar a comunicação IoT para o futuro e identificar deficiências na infraestrutura existente.

A Neo Labs, uma startup recém-renomeada que representa os fundadores da Helium, revelou dois novos tokens: MOBILE e IOT na última jogada que ajudará a expandir as ofertas de conectividade 5G da Helium.

“A HNT cresceu 28,9% nas últimas duas semanas e 21,2% no mês passado e tem um valor de mercado de US$ 1,32 bilhão”, aponta.

Fonte: Messari.io

Marlim (POND)

A segunda criptomoeda na lista do analista é o Marlin. Desenvolvido pelos mesmos desenvolvedores por trás do Zilliqa, fornece infraestrutura de rede programável de alto desempenho projetada para aplicativos DeFi e Web 3.0.

Metanós, nós na rede Marlin, executam o MarlinVM, uma interface de roteador virtual que permite aos desenvolvedores criar sobreposições personalizadas e realizar cálculos de borda.

Seu objetivo é fornecer uma web descentralizada composta por aplicativos protegidos por meio do blockchain que são essencialmente indistinguíveis de aplicativos usados ​​em ambientes Web 2.0.

Desenvolvedores com experiência no Facebook, Cisco e Bosch trabalham no projeto. Ex-pesquisadores da Ethereum Foundation também contribuem.

“Desde que foi incluído na lista de ativos da Coinbase, o token POND ganhou força e atualmente está sendo negociado a US$ 0,01235780, alta de 19,7% nas últimas 24 horas e alta de 10,8% na semana passada. Sua capitalização de mercado é de US$ 48,59 milhões”, destaca.

Fonte: Messari.io

Vega Protocol (VEGA)

Finalizando a lista do analista está o Vega Protocol implementa a camada de dimensionamento de derivativos para Web3. É uma blockchain de proof-of-stake (PoS) que permite que os comerciantes negociem derivativos em uma rede descentralizada com uma experiência semelhante ao uso de uma exchange centralizada.

Fonte: Messari.io

“Nas últimas 24 horas, a VEGA ganhou 9,3% e na semana passada subiu 2,2%, o que é bastante no contexto de uma venda mais ampla no mercado de criptomoedas. Atualmente, o token está avaliado em US$ 27,49 milhões”, finaliza.

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