Trader bilionário marca data para capitulação definitiva do mercado e aposta em 5 tokens para futuro ciclo de alta



O polêmico bilionário e ex-CEO da Bitmex, Arthur Hayes, escreveu em uma nova postagem em seu blog pessoal que há diversos cadáveres flutuando na superfície do mercado de criptomoedas, alguns ainda estão submersos mas deverão vir à tona em breve quando os investidores finalmente se entregarem ao estágio final de capitulação.

Inicialmente, Hayes havia previsto que no atual ciclo de baixa o fundo para o Bitcoin (BTC) seria encontrado na faixa entre US$ 25.000 e US$ 27.000, e as mínimas do Ethereum (ETH) ficariam entre US$ 1.700 e US$ 1.800. Portanto, acima da máxima histórica do ciclo anterior de 2017.

“Floaters” (flutuantes, em tradução livre) foi publicado na sexta-feira, 17, quando o Ethereum já havia quebrado abaixo dos US$ 1.440 que configuraram a máxima histórica do ciclo de alta de 2017, enquanto o Bitcoin, cotado pouco acima de US$ 20.000, estava muito próximo de cair abaixo de US$ 19.798, o recorde de preço de dezembro de 2017.

No texto, Hayes recalibra suas previsões sem cravar novos valores para os fundos das duas principais criptomoedas do mercado. No entanto, sugere a data exata em que eles deverão ser atingidos: o primeiro fim de semana de julho, que antecede o feriado da Independência dos EUA, que neste ano cai em uma segunda-feira.

Hayes aponta “três ingredientes” que fazem da data da qual os norte-americanos mais se orgulham “o cenário perfeito para mais um mega queda do mercado de criptomoedas:

O primeiro fator é a alta da taxa de juros e o aperto monetário patrocinado pelo Banco Central dos EUA em nome do combate à inflação: “os ativos de risco redescobrirão novamente sua aversão ao aperto das condições de liquidez do dólar patrocinado pelo Fed”, escreve.

Em segundo lugar, fundos de investimento e plataformas centralizadas de criptomoedas seguirão precisando se desfazer de suas posições em criptoativos para satisfazer a demanda dos clientes pelo resgate de seus fundos. Vide os casos da Celsius e da Babel Finance, ambas em estado de insolvência, e da Block-Fi, que também vem dando alguns sinais de que pode enfrentar problemas de liquidez em um futuro próximo.

Por fim durante o fim de semana e o feriado, as instituições bancárias estarão fechadas e, portanto, movimentações financeiras de grandes quantias não poderão ser realizadas, diminuindo a liquidez do mercado, que costuma ser sempre menor durante os finais de semana, escreve o ex-CEO da Bitmex:

“De 30 de junho a 5 de julho será um passeio selvagem para o lado negativo. Meus níveis inferiores de US$ 25.000 a US$ 27.000 para o Bitcoin e de US$ 1.700 a US$ 1.800 para o Ether estão em frangalhos. Quão baixo nós podemos ir? Acredito que descobriremos neste fim de semana fatídico. Esta semana, Bitcoin e Ether se recuperaram de US$ 20.000 e US$ 1.000, respectivamente, de maneira impressionante. Eles poderão aguentar um ataque renovado a esses níveis durante um fim de semana em que nenhuma moeda fiat imunda poderá ser depositada em exchanges de criptomoedas?”

Hayes não acredita que o Bitcoin e o Ethereum devam sofrer novas perdas substanciais, mantendo-se ambos próximos aos níveis atuais, embora a opinião dos analistas estejam divididas sobre os possíveis estragos ainda por vir. No entanto, alerta, o “restante do complexo de shitcoins” será dizimado.

E é daí que podem surgir algumas boas oportunidades de investimento em protocolos que têm casos de uso reais e usuários dispostos a pagar pela utilização de serviços DeFi (finanças descentralizadas).

Oportunidades de investimento

Ao tratar todos os outro ativos, exceto Bitcoin e Ether, como “shitcoins”, Hayes reconhece que alguns prestam serviços que possuem demanda real, e por isso tendem a ter boas perspectivas de valorização uma vez que o mercado engate uma recuperação consistente:

“Existem alguns projetos que ganharam destaque em seus respectivos nichos durante o verão DeFi de 2020. Hoje, esses projetos realmente têm usuários e geram receitas robustas que são distribuídas de várias maneiras aos detentores de seus tokens de governança. Uma infinidade de projetos veio depois e atraiu grandes somas de dinheiro de investidores, imitando os modelos de negócios bem-sucedidos de projetos pioneiros, mas a maioria não conseguiu atrair usuários e utilidade real.  Infelizmente, os serviços financeiros se prestam facilmente a monopólios naturais. Na maioria dessas grandes nichos DeFi, existem no máximo três a cinco que são usados regularmente por usuários reais e estão gerando receitas consistentes.”

Utilizando um modelo matemático simples baseado em múltiplos de preço sobre o lucro (P/L), em que o preço é a capitalização de mercado totalmente diluída (capitalização total de mercado X preço no mercado à vista) e o lucro é o valor anualizado das receitas geradas pelo protocolo nos últimos 30 dias, Hayes aponta quatro projetos nos quais pretende investir no momento atual de baixa com foco em potenciais valorizações no longo prazo.

Uniswap (UNI)

A principal razão para investir na Uniswap (UNI) é um tanto óbvia, segundo Hayes: se trata da principal exchange descentralizada (DEX) do mercado em termos de volume de negociação diário. Um motivo secundário é que Hayes acredita que as DEXs se tornarão a opção preferencial para usuários do varejo do mercado de criptomoedas, uma vez que as exchanges centralizadas vão se adaptar cada vez mais aos preceitos de instituições financeiras tradicionais. Seja por uma questão operacional ou por imperativos regulatórios.

O fato de a Uniswap ter ultrapassado o Ethereum como o protocolo que gerou o maior volume de receita nesta segunda-feira, 20, tornando-se o número 1 do ranking do CryptoFees parece um bom indicativo de que Hayes pode estar certo.

No caso da Uniswap, 100% das receitas geradas pelo protocolo são distribuídas entre os provedores de liquidez – os usuários que depositam seus ativos na DEX, permitindo que qualquer um possa realizar transações utilizando o formador automático de mercado da Uniswap.

Embora não sejam diretamente beneficiados pelo volume movimentado pela Uniswap, os detentores do UNI podem acabar beneficiados pela expansão do protocolo no longo prazo, uma vez que aos detentores do token é concedido poder de voto sobre as questões de governança da DEX.

Hayes acrescenta ainda que muito provavelmente, no futuro, deverá ser colocada em votação uma proposta que determina a distribuição de parte das receitas geradas ao protocolo aos detentores do UNI.

Sushiswap (SUSHI)

A Sushiswap (SUSHI) é um fork da Uniswap, porém se vale de um um modelo de distribuição de valor diferente, que concede parte das receitas geradas pelo protocolo aos detentores do seu token nativo. Depois da Uniswap, a Sushiswap é a principal DEX do mercado à vista.

Hayes pondera que o volume de transação das exchanges descentralizadas vêm crescendo ano a ano, em uma tendência que deve ser mantida durante ciclos de baixa e acelerada ao longo de ciclos de alta:

“A principal conclusão é que as DEXs dominantes que atendem ao mercado à vista são úteis para um pequeno, mas crescente grupo de traders. Independentemente de um bear market nuclear, os traders ainda seguirão negociando e, portanto, o futuro será preenchido com mais e mais taxas de negociação. A moral da história  é que os volumes de negociação de ambas as DEXs se mostram saudáveis e crescentes.”

GMX

A GMX é uma exchange descentralizada de derivativos. Embora não seja o protocolo dominante neste setor, posição que cabe à dYdX, a GMX apresenta uma relação de preço sobre o lucro (P/L) superior.

Além disso, acrescenta Hayes, a dYdX não é verdadeiramente descentralizada, uma vez que se “baseia em um livro de ordens centralizado hospedados em uma máquina dYdX, e apenas as negociações efetivadas são registradas on-chain.”

A batalha pela liderança das exchanges descentralizadas de derivativos ainda está em aberto, reconhece Hayes, ao firmar sua aposta na GMX:

“Como se sabe, os volumes de negociação de derivativos costumam ser ordens de grandeza superiores aos volumes do mercado à vista. Quaisquer que sejam as DEXs que componham o monopólio desse mercado, elas ganharão muito em taxas. Esse é o futuro da categoria em si e, pelo que vi até agora, a GMX é a melhor concorrente. No entanto, não acredito que seja elegante o suficiente … ainda … para realmente capturar em massa a carteira DeFi de traders alavancados e catapultar volumes superiores a DEXs do mercado à vista, como Uni e Sushi.”

Ethereum Name Service (ENS)

Apesar da recente queda no volume de transação do mercado de tokens não fungíveis, as negociações envolvendo domínios .eth do Ethereum Name Service (ENS) no mercado secundário seguem saudáveis, afirma Hayes.

Estes domínios não apenas podem ser utilizados pelos usuários, como podem ser comercializados, gerando um mercado essencial em uma internet verdadeiramente descentralizada, segundo o ex-CEO da Bitmex:

“O número de domínios ENS criados até hoje cresceu exponencialmente, mas apenas arranha a superfície em face à potencial penetração no mercado. Cada carteira Ether com saldo diferente de zero é elegível para comprar um ou mais domínios ENS. Uma razão pela qual mais pessoas com endereços ETH decidiriam criar seu próprio domínio “.eth” é que esse domínio pode se tornar sua identidade na Web3. O tempo dirá se o ENS pode suportar mais e mais domínios ‘.eth’ e se sua comercialização como NFTs cria uma classe de ativos totalmente nova. O potencial existe e o mercado ainda não precificou o futuro brilhante do ENS adequadamente.”

LooksRare (LOOKS)

Por fim, Hayes caracteriza os NFTs (tokens não fungíveis) como a expressão máxima da arte e da cultura descentralizada. “As artes consomem uma grande quantidade de recursos, e muitos patronos se tornaram bilionários oferecendo cultura para as massas”, escreve Hayes, avaliando o potencial revolucionário da tecnologia subjacente aos tokens não fungíveis:

“Ao contrário da crença popular, NFTs não são arte. Eles realmente são um conjunto de dados habilitados para registro em blockchains públicas que permitem a digitalização da cultura. Enquanto a cultura popular associa NFTs à arte digital, NFTs são apenas o objeto que permite que a cultura seja digitalizada, escassa e comercializável.”

Hoje, o mercado de NFTs é dominado pelo OpenSea, um marketplace centralizado, gerido como uma empresa privada. Com a vantagem de ter se consolidado paralelamente à ascensão do mercado de tokens não fungíveis no ano passado, seu monopólio dificilmente será ameaçado no curto prazo.

O surgimento do LooksRare (LOOKS) com uma proposta de gestão descentralizada, baseada na propriedade compartilhada de usuários organizados em torno de uma DAO (organização autônoma descentralizada), abre uma nova perspectiva para o mercado de tokens não fungíveis, acredita Hayes:

“As taxas de negociação e royalties do LooksRare são direcionados para o LOOKS DAO. Os detentores do token de governança LOOKS podem votar na melhor forma de distribuir estas receitas. Assim, os detentores do LOOKS podem participar ativamente do movimento de digitalização da cultura, beneficiando-se diretamente dele, enquanto antes os usuários eram apenas clientes de uma entidade centralizada.”

Hayes destaca que o LOOKS apresenta atualmente um declínio de 95% em relação ao seu preço de lançamento no mercado à vista. Enquanto a ação de preço do token se mostra “desastrosa”, seus fundamentos são sólidos:

“Ganhos de 2x a 3x representam uma oportunidade incrível para um protocolo que pode vir a ser um dos marketplaces dominantes da cultura humana na internet. Este é o primeiro ciclo de mercado real para os NFTs. É completamente racional que as empresas ligadas a este setor sofram perdas de 98% em relação às suas recentes máximas históricas. A valoração de uma determinada cultura versus outra é algo profundamente pessoal. As pessoas ficam mega sensíveis quando algo que consideram sem valor são valorizadas por outras pessoas. Esse pathos continuará a gerar volatilidade insana em qualquer protocolo relacionado à interseção da cultura humana com blockchains públicas. Como o LOOKS é apenas uma opção de compra em um futuro incerto, quanto maior a volatilidade, maior o valor intrínseco desta opção.”

Hayes afirma ainda que entre todos os tokens analisados em seu ensaio, o LOOKS é aquele que mais o empolga no momento.

Em sua conclusão, o trader reitera que a liquidez vai se manter escassa nos mercados nos próximos seis a doze meses e todos os tokens que ele menciona em seu ensaio podem vir a sofrer novas ondas de desvalorização antes que haja de fato uma reversão de tendência. Mas será nesse período que estas tecnologias revolucionárias evoluirão impulsionadas por aqueles que acreditam nela:

“As recompensas para o investidor intrépido aliviarão as dores do mercado a partir de agora até o início do próximo ciclo de alta. Por favor, internalize esta afirmação se você acredita que de alguma forma posso tentar novamente chamar um fundo em qualquer uma das shitcoins que acabei de analisar. Esses tokens podem cair 50% ou mais, e eu ficaria ainda mais empolgado em possuir uma participação nas principais DEXs, no marketplace que permite aos usuários transacionar a cultura humana ou em uma das espinhas dorsais de uma internet descentralizada. E à medida que o mercado desce cada vez mais baixo, contanto que eu acredite que o uso desses serviços vá continuar a crescer no futuro, meu preço médio de entrada fica cada vez mais baixo, e meu rendimento efetivo se torna mais e mais alto.”

Conforme noticiou o Cointelegraph Brasil recentemente, o LOOKS valorizou 111% em uma semana, enquanto o volume negociado no LooksRare nas últimas 24 horas cresceu 67%.

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