Milionários do Ethereum estão comprando 5 criptomoedas e uma delas já subiu mais de 100% em 24h

Depois do banho de sangue que varreu o mercado de criptomoedas recentemente levando o Bitcoin (BTC) a ser negociado abaixo de US$ 18 mil o mercado de criptoativos ensaiou uma leve recuperação voltando a registrar um valor de mercado acima de US$ 900 bilhões, com o preço do BTC retornando para a faixa de US$ 21 mil.

O movimento positivo também foi sentido nas negociações das baleias, que são os endereços milionários que acumulam grandes quantidades de criptomoedas. Com a recuperação do mercado as baleias do Ethereum estão comprando massivamente 5 criptomoedas.

Segundo dados do Whalestats os 100 maiores milionários do Ethereum estão comprando em grande quantidade o token FTT, da exchange de criptoimoedas FTX. As baleias estão gastanto em média mais de US$ 1.5 mihão na compra dos tokens. O FTT subiu mais de 8% nas últimas 24h com o movimento massivo de compra das baleias.

Em segundo lugar na preferência das baleias (excluindo as stablecoins e o Ethereum) está o Fatom (FTM) com as baleias investindo, em média, cerca de US$ 17 mil em compras do token que subiu mais de 12% com o apetite dos milionários.

As baleias também estão interessada em comprar,  na Augur (REP), Syntex (SNX) e Chainlink (LINK).

No entanto, entre os 3 criptoativos na lista das baleias o destaque é para o SNX um protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) baseado em Ethereum que criou um burburinho em todo o ecossistema de criptomoedas depois de testemunhar um aumento repentino nas atividades de negociação e um retorno sem precedentes de seu token interno, o SNX, durante um mercado de baixa implacável.

O token, nas últimas 24h, registrou uma valorização de mais de 100%, saindo de US$ 1,50 para US$ 3, durante a compra da baleias. Além disso, o SNX sibu mais de 66% nos útlimos 7 dias.

 Bitcoin também se recupera

No caso do Bitcoin (BTC) a maior criptomoeda do mercado recuperou os US$ 20.000 depois de cair a US$ 17.800, seu pior índice. Jayme Simão, sócio-fundador do Hub, explica que, apesar da alta, o volume de negociações, no entanto, foi bastante baixo.

“Isso nos possibilita a interpretação de um mercado não tão firme, o que comprovado quando observamos as leituras de sentimento dos investidores. O indicador (medo-ganância) para criptoativos ainda não passa dos níveis de 10 pontos, o que reflete nesse baixo volume”, explica.

O especialista explica que todo esse movimento ocorre em meio a um cenário de preocupação por parte dos investidores, relacionada à alta da inflação.

“A inflação atingiu a máxima de 40 anos em maio, além disso, outros fatores relacionados às consequências econômicas da invasão da Ucrânia pela Rússia, os contínuos lockdowns na China e o medo da recessão global têm atormentado os investidores”, comenta.

A preocupação é intensificada após, na última quarta-feira (15/06), o Federal Reserve elevou as taxas de juros em 0,75%, ou seja, o maior aumento registrado em mais de 25 anos.

“Por aqui, no mesmo dia, vimos o Copom elevar a taxa Selic de 12.25% para 13.25% ao ano. O cenário macroeconômico, apesar de ser o motivador central do que temos visto no mercado de criptoativos, não é o único responsável”, destaca Simão.

Na mesma linha de Simão, Ayron Ferreira, Head Researcher da Titanium Asset, destaca que o patamar de US$ 20.000 passa a ser um importante suporte a ser mantido, para que haja
uma recuperação maior no preço nos próximos dias.

Porém, a situação ainda exige cautela, pois o sentimento geral nos mercados globais ainda é de “flight to quality” e certa fuga dos ativos de risco.

“Segundo alguns dados on-chain, nos últimos dias houveram vendas de detentores de Bitcoin de longo prazo, os “hodlers” e também de mineradores, que precisam vender para custear suas operações de mineração. Isso ajudou a pressionar os preços para baixo. A situação da Celsius, da Three Arrows Capital e mais recentemente a Babel Finance, que também deu sinais de insolvência, tende a ser monitorada de perto pelos investidores e uma piora na situação destas empresas pode desencadear mais vendas e quedas no mercado”, aponta.

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