Mark Mobius diz que o Bitcoin aponta os rumos do mercado de ações e que o fundo do poço não chegou



Tietadas no mercado de alta em razão de ganhos exponenciais que fizeram o mercado superar os US$ 3 trilhões em novembro do ano passado, quando o Bitcoin (BTC) beliscou os US$ 69 mil de sua máxima histórica, o mercado de criptomoedas experimentou o gosto amargo do outro lado da volatilidade, no mercado de baixa cujos ares gelados sugerem um novo inverno cripto. 

Por outro lado, o derretimento das criptomoedas tem uma correlação direta com o sentimento do mercado de ações e podem dizer muito sobre o futuro das finanças. Nesta hora, observar o comportamento do carro-chefe dos criptoativos, o Bitcoin, pode dizer muito sobre o presente e, principalmente, o futuro dos investimentos em ativos. Pelo menos, esta é a avaliação de uma das lendas do ecossistema de investimentos, o cofundador da Mobius Capital Partners Mark Mobius.

Em entrevista à Bloomberg publicada na última quarta-feira (22), o veterano disse que o BTC está possibilitando uma visão sobre os rumos do mercado de ações ao declarar que as criptomoedas são uma medida do sentimento do investidor e que, quando o Bitcoin cai, no dia seguinte o índice Dow Jones Industrial (DJI), também cai.

O investidor também foi taxativo ao dizer que o fundo poço do mercado de ações ainda não chegou, porque, para ele, a reversão do mercado está vinculada à desistência de investidores institucionais e de varejo de continuarem comprando. Para o veterano, a fala dos investidores de Bitcoin de continuar comprando a queda é um indicativo de esperança, o que significa que o fundo do poço ainda não chegou. 

Na manhã desta quinta-feira (23) o índice Nasdaq 100, que reúne as gigantes tecnológicas listadas em uma das principais bolsas dos Estados Unidos, indicava queda de 0,16% e baixa de aproximadamente 30% no acumulado anual, enquanto o índice Dow Jones registrava retração de 0,15%, operando no vermelho em quase 17% no acumulado de 2022. Já o Bitcoin registrava alta de 0,89%, trocado de mãos pouco acima de US$ 20,6 mil, com perda de quase 57% no acumulado anual segundo o mapeamento do CoinMarketCap. 

Embora a correlação entre o valor do Bitcoin e o mercado de ações seja objeto de divergência entre os especialistas, uma linha tênue parece existir entre a Nasdaq e o mercado de criptomoedas, uma vez que muitos criptoativos são nativos de projetos de startups, cujos aportes globais minguaram este ano em relação a 2021, o que aconteceu na esteira de uma perda de US$ 9 trilhões no acumulado entre janeiro e maio entre as gigantes tecnológicas listadas na Nasdaq, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil. 

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