More
    InícioBRAZILVeja como investir em Cannabis

    Veja como investir em Cannabis

    Publicidade - OTZAds

    Cannabis movimenta bilhões de dólares todo ano .

    Para além da discussão sobre uso recreativo e medicinal, fato é que este pode ser um mercado alternativo para os investimentos, sobretudo para aqueles que miram ganhos no longo prazo

    Publicidade - OTZAds
    Cannabis sativa (Foto: Wikimedia Commons/wikipedia)

    Embora polêmico, o mercado de Cannabis tem chamado a atenção por sua atividade em vários países do mundo. Segundo um relatório da consultoria New Frontier Data, em 2021, o mercado formal movimentou mais de US$ 27 bilhões só nos Estados Unidos. O mesmo levantamento destaca uma estimativa bastante positiva para os próximos anos, com um crescimento médio anual de 10%.

    Para além da discussão sobre uso recreativo e medicinal, fato é que este pode ser um mercado alternativo para os investimentos, sobretudo para aqueles que miram ganhos no longo prazo. Nos países onde essa indústria é regulamentada, as companhias podem até negociar suas ações nas bolsas de valores, como é o caso da Aurora Cannabis, listada nas bolsas canadense e na americana Nasdaq.

    No Brasil, esse assunto ainda é embrionário, uma vez que o uso da planta é altamente fiscalizado, sendo liberado apenas para o uso medicinal. Isso, porém, não impede que os brasileiros possam dispor desse setor na carteira de investimentos. A B3, inclusive, já listou ativos que usam índices internacionais como referência, seguindo o desempenho de empresas estrangeiras para dar retorno aos investidores nacionais.

    Uma das principais gestoras do país, a Vítreo mantém dois ativos que seguem a variação da indústria. O primeiro, chamado Cannabis Ativo, é uma aposta do mercado no consumo e na comercialização da maconha, em um planejamento que visa ganhos para 5 ou até 10 anos. Mais de 10 mil pessoas já apostaram cerca de R$ 33,5 milhões neste fundo.

    O segundo, que leva o nome da principal substância da planta, tem a estratégia de converter o uso medicinal em lucro aos investidores. O Canabidiol é usado em medicamentos para tratar doenças neurológicas, além de ser objeto de pesquisas de outras áreas da farmácia. Segundo a empresa, são mais de R$ 76 milhões investidos.

    Outra opção é o ETF Trend Cannabis FIM, da XP Investimentos, que mescla ações de marcas ligadas ao cultivo, produção e distribuição de produtos feitos com Cannabis. Também compõem o fundo farmacêuticas que comercializam medicamentos à base do Canabidiol.

    Investir em Cannabis é um bom negócio?

    O mercado de Cannabis é bastante volátil, justamente por ser alvo de discussão ao redor do mundo. No caso dos produtos de investimentos disponíveis no Brasil, todos eles seguem os desempenhos de empresas estrangeiras, o que exclui o cenário doméstico desse debate.

    Em 2021, dos três ativos disponíveis no país, apenas um teve rentabilidade positiva: o ETF Cannabidiol, que avançou 19% no acumulado do ano. Vitreo e XP Cannabis apresentaram queda de 15% e 23%, respectivamente. Para proteger a carteira, junto das ações, as gestoras incluem outros ativos — como títulos públicos e fundos imobiliários — na composição dos ETFs.

    Darwin Ribeiro, investidor do setor e co-fundador da Medicina ln, plataforma especializada em tratamento canabinoide, vê neste resultado como as questões políticas influenciam o mercado no mundo. Ele lembra que um dos motivos para o baixo desempenho desses ativos é o fato de que, no ano passado, uma legislação específica não avançou no Congresso norte-americano, ao contrário do que esperavam os investidores.

    Por isso, ele frisa que, antes de apostar nesse setor, é importante avaliar o contexto internacional. “São empresas globais que atuam em outros mercados, não no Brasil”, destaca. “Nos Estados Unidos, tem muitas leis sendo discutidas e votadas, e elas devem impactar os investimentos em Cannabis”.

    Embora se mostre cauteloso quanto ao desenvolvimento do setor, Darwin lembra que a forma como as empresas podem explorá-lo é abrangente, o que corrobora uma estratégia de investimentos no longo prazo. “Para explorar o consumo [se liberado], as empresas podem adicionar Cannabis em bebida isotônica, no café, em drinques… as possibilidades são diversas”, explica. “Mas isso depende de uma série de leis e adoção de comportamentos, então é um cenário ainda complexo”.

    Rodrigo Knudsen, gestor da Vítreo, também avalia que, por estar sob debate em vários lugares, os investimentos ligados à Cannabis tendem a apresentar bons resultados nos próximos anos. “O investidor está entrando em um setor que deve progredir, acompanhando a evolução das discussões legais e a aceitação. Então, no médio e longo prazo, a expectativa de valorização é muito positiva”, avalia.

    Como investir em Cannabis

    Os investimentos em Cannabis estão disponíveis para quase todos os investidores, nas principais corretoras de investimentos. Além de conta aberta, o perfil de investidor deve estar adequado à estratégia de cada fundo. Todos eles se enquadram no nível alto de risco, acima de 70 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100.

    Os três produtos estão disponíveis para aplicações a partir de R$ 100. O Vitreo Canabidiol carrega uma taxa de administração de 0,9% ao ano, além de uma taxa de performance. O Vitreo Cannabis Ativo tem taxa de administração de 0,72% ao ano, enquanto o Trend Cannabis tem taxa de 0,5% ao ano.

    “Os ETFs são indicados para investidores que querem começar a se expor à tese ou a uma indústria como um todo, mas não têm tempo ou interesse de olhar ação por ação. É preciso ter atenção à composição do fundo e às taxas”, finaliza Ribeiro.

    Medicamento a base de cannabis começa ser vendido em delivery

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Must Read

    spot_img
    Share to...