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    Zelensky incentiva russos a protestar contra mobilização de reservistas | Mundo

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    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky incentivou os russos a protestar contra a mobilização de reservistas anunciada pelo governo da Rússia ou a se renderem às forças de Kiev.

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    “Cinquenta e cinco mil soldados russos morreram nesta guerra em seis meses. Querem mais? Não? Então, protestem, lutem, fujam ou se rendam”, disse, em russo, em uma mensagem por vídeo nesta quinta-feira (22).

    A Rússia avançou nesta quinta-feira com sua maior campanha de alistamento militar desde a Segunda Guerra Mundial, levando alguns homens a correr para o exterior.

    A ordem do presidente Vladimir Putin de mobilizar outros 300 mil russos intensifica uma guerra que já matou milhares, deslocou milhões, pulverizou cidades, prejudicou a economia global e retomou confronto da Guerra Fria.

    O recrutamento em massa pode ser o movimento doméstico mais arriscado das duas décadas de Putin no poder, depois que o Kremlin prometeu que isso não aconteceria e uma série de fracassos no campo de batalha na Ucrânia.

    Policiais russos detêm homens durante um protesto contra a mobilização de reservistas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, em 21 de setembro de 2022 — Foto: Reuters

    Protestos contra a guerra em 38 cidades russas tiveram mais de 1.300 pessoas presas na quarta-feira, disse um grupo de monitoramento. Alguns receberam intimações para se apresentarem aos escritórios de alistamento na quinta-feira, o primeiro dia completo de alistamento, disseram veículos de notícias independentes.

    Os preços das passagens aéreas de Moscou subiram acima de US$ 5.000 (R$ 25.600) para voos só de ida para os locais estrangeiros mais próximos, com a maioria esgotada nos próximos dias. O tráfego também aumentou nas passagens de fronteira com a Finlândia e a Geórgia.

    “Toda pessoa normal está (preocupada)”, disse um homem, identificando-se apenas como Sergey, desembarcando em Belgrado após um voo de Moscou. “É ok ter medo da guerra.”

    Um russo chegando ao aeroporto de Istambul afirmou que partiu em parte devido à decisão do Kremlin. “Parece um passo muito ruim, e pode levar a muitos problemas para muitos russos”, disse Alex, pegando sua mala em uma esteira de bagagem.

    O Kremlin disse que os relatos de um êxodo em massa foram exagerados.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu às Nações Unidas que criem um tribunal especial e retirem de Moscou seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, enquanto um confronto diplomático se aproximava nesta quinta-feira em Nova York.

    “Um crime foi cometido contra a Ucrânia e exigimos punição justa”, disse Zelenskiy, vestido com sua camiseta militar verde, marca registrada, a líderes mundiais por vídeo na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira.

    O Conselho de Segurança não conseguiu tomar medidas significativas sobre a Ucrânia porque a Rússia é um membro permanente com poder de veto, junto com Estados Unidos, França, Reino Unido e China.

    No campo de batalha, os militares russos dispararam nove mísseis contra a cidade de Zaporizhzhia, atingindo um hotel e uma estação de energia, disse o governador regional Oleksandr Starukh. Pelo menos uma pessoa morreu com outras presas sob os escombros, segundo ele. Zaporizhzhia fica a cerca de 50 km da usina nuclear de mesmo nome.

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