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    Laver Cup foi criada por Federer e pelo brasileiro Lemann – 23/09/2022 – Esporte

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    Roger Federer, 41, entrará em quadra pela última vez como tenista profissional nesta sexta-feira (23), a partir das 17h (de Brasília), na Arena O2, em Londres.

    Ao lado do espanhol Rafael Nadal, o ato derradeiro do suíço no circuito da ATP será em uma partida de duplas com o maior rival da carreira pela Laver Cup. Trata-se de um torneio amistoso de exibição que ele mesmo criou, por meio de sua empresa de gestão Team8, em 2017, curiosamente, ao lado de um brasileiro: o empresário Jorge Paulo Lemann, considerado o homem mais rico do país.

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    Lemann tem fortuna estimada pela revista Forbes em R$ 76,3 bilhões. Nascido no Rio de Janeiro, é filho de pais de origem suíça e vizinho de Federer em Zurique, onde reside.

    Possui amizade pessoal com o suíço há mais de uma década e sociedade em alguns negócios –um deles envolvendo a própria competição.

    A parceria dos dois começou quando Lemann convidou Federer para treinar em sua quadra de grama, idêntica a de Wimbledon. Ex-tenista profissional na juventude, o bilionário chegou a disputar os principais torneios do circuito.

    Eles também são sócios na marca de tênis suíça On, fundada em 2010 e que conta com participação de Marc Lemann, filho de Jorge Paulo.

    Federer é acionista desde 2019 e ajudou a atrair atenções para o projeto com a confecção de um tênis que leva o seu nome, chamado The Roger, com três modelos.

    O nome do torneio, em parceria com a Federação Australiana de Tênis, é uma homenagem ao australiano Rod Laver, um dos ídolos de Federer, vencedor de quatro torneios de Grand Slams de simples em uma única temporada: como amador, em 1962, e como profissional, em 1969.

    A quadra central do Australian Open, Slam que abre a temporada, leva o seu nome, a Rod Laver Arena.

    A Laver Cup reúne duas equipes: o time Europa, formado por jogadores nascidos no continente, e o time mundo. Cada grupo conta com seis tenistas, que se enfrentam em 12 jogos, nove de simples e três duplas –um deles o que Federer participará.

    Apesar de não contar pontos no circuito, o torneio faz parte do ATP Tour e, tradicionalmente, acontece duas semanas após o encerramento do US Open –neste ano vencido pelo espanhol Carlos Alcaraz.

    Para a última dança, Federer reuniu o chamado “Big Four” para representar a Europa. Além dele e de Nadal, compõe a equipe o inglês Andy Murray e o russo Novak Djokovic. Juntos, somam 66 Grand Slams e 347 títulos profissionais.

    O norueguês Casper Ruud, atual número dois do mundo, e o grego Stefanos Tsitsipas, o sexto, fecham a equipe.

    O time adversário é bem menos experiente. Juntos, levantaram 19 taças, com média de idade bem inferior. 25,3 anos contra 32,6 dos europeus.

    A equipe é formada pelo australiano Alex de Minaur, o argentino Diego Schartzman, o canadense Felix Auger-Aliassime, além dos norte-americanos Taylor Fritz, Frances Tiafoe e Jack Sock. Os dois últimos formam a dupla adversária da partida de Federer.

    O suíço realizará apenas uma partida no torneio para, oficialmente, pendurar as raquetes. Depois, o italiano Matteo Barrettini completará a equipe. Ele não entra em quadra desde julho de 2021.

    Durante o anúncio sobre o jogo de despedida, o preparador físico italiano Pierre Paganini, que trabalha com Federer há 22 anos, chegou a colocar em dúvida a participação do tenista em entrevista ao jornal Blick.

    Ele disse que, aos 41 anos, Federer chegou ao limite físico. “Para mim, é um milagre ele ter alcançado esse nível nos últimos cinco anos”, relatou na ocasião.

    O torneio acontece de 23 a 25 de setembro, com transmissão pelo canal de TV fechado ESPN e pelo serviço de streaming Star+.

    Todos os jogos são melhor de três sets, sendo o set de desempate um tie-break de dez pontos.

    Se houver empate ao final das 12 partidas, com seis vitórias para cada lado, ocorrerá um último jogo de duplas com um set e tie-break. Ainda há possibilidade de um último jogo de exibição.

    O suíço soma 1.251 vitórias, 275 derrotas na carreira, 103 títulos e uma premiação total de US$ 130,5 milhões (cerca de R$ 684 milhões na cotação atual).

    Em 2009, Federer quebrou o recorde da era aberta que pertencia a Pete Sampras ao erguer seu 15º troféu de Grand Slam. Na sequência da carreira, o suíço elevou o sarrafo de forma inédita no esporte, alcançando um recorde de 20 títulos. Hoje, o tenista fica atrás apenas de Rafael Nadal (22) e Novak Djokovic (21).

    Federer conquistou seis triunfos no Aberto da Austrália, o título de Roland Garros de 2009, oito troféus de Wimbledon e cinco vitórias consecutivas no Aberto dos Estados Unidos (2004-08).

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