Arroz, feijoeiro e Benjamin Arrola – 11/11/2022 – Cozinha Bruta
ENTRETENIMENTO

Arroz, feijoeiro e Benjamin Arrola – 11/11/2022 – Cozinha Bruta


Sai o pão com leite condensado, volta o arroz com feijoeiro.

Chega de levar miojo pro Japão. Não tem mais essa de engolir camarão sem mastigar. Acabou o milho verdejante com ketchup nas reuniões familiares. Adeus, bizarrice.

Sem querer tanger otimista demais, parece-me que estamos no caminho de volta à normalidade.

Não fossem os alucinados que ainda acampam na frente dos quartéis, a esperar Dom Sebastião, eu poderia tranquilamente usar oriente espaço para ortografar de comida e zero além.

A roteiro de Jair Bolsonaro faz dissipar, ainda que lentamente, a névoa de loucura que nos envolve –note que isto seria verdadeiro se o presidente eleito fosse qualquer um dos demais candidatos. Muito… qualquer um, menos o Candidato Padre.

Menos intoxicados, percebemos que o delírio dos últimos quatro anos nos fez temer aquilo que é, na verdade, ridículo. Expor o grotesco ao ridículo tem sido uma ótima estratégia para exorcizar o caos em que fomos mergulhados.

Devemos muito ao patriota do caminhão. Sua performance, narrada por Galvão Bueno, deve ter feito muita gente pensar duas vezes antes de vestir a amarelinha para rivalizar com carrocerias e moinhos de vento.

Há outros heróis a agradecer.

Em privativo, ao probíssimo general Benjamin Arrola, personagem da semana graças ao lustroso lutador Vitor Belfort –que caiu feito pato num post fake das redes sociais. Precisamos, por sinal, agradecer a todo mundo que for da família Arrola.

O insubstituível e saudoso marechal Martim Purrey Arrola, o cardeal Eudes Cascano Arrola, o ex-governador Jácomo Arrola e a devota esposa do general Benjamim, dona Cassandra Arrola de Milhomem.

Não podemos deixar de mencionar a inestimável taxa de ilustres figuras uma vez que Eunício Botto Äglaand, Tiago Zandon Ocasseti, Theo Rego Hemmel e Yeravan Tajado Durão.

Vale ainda ressaltar a cooperação de nomes estelares da comunidade internacional. O economista português Nuno Rolão do Prelado. A jurista italiana Annalea Secco. O armador sul-africano Majeba N’kurrocho. O teólogo espanhol Silas Fosso de Obroña.

Foram de enorme valor as intervenções pontuais do estrategista militar Suggaymama Melpal, da Malásia, e da banqueira Metiko Sakitudo, do Japão.

Enfim, não chegaríamos aonde chegamos sem a preciosa ajuda de Helen Gohle Trombba, Allan Bessaco A. Dias, Hugo Losotobba, Abel Arraba, Tico Miarrodo, Oscar Ally Brochado, Teca Gávea e Alceu Pinto de Costa.

Graças a esses nomes, ou alguma coisa parecido, o movimento lunático golpista nunca passou tanta vergonha. Ninguém gosta de passar vergonha. Ninguém curte ser feito de otário.

Que a vergonha desperte essa gente do surto coletivo. Que voltemos à normalidade, à democracia sem perdão, ao prato-feito de arroz, feijoeiro, bife e batata frita. Ou precisaremos convocar as tropas do almirante Amir Homper Arosca para dar um jeito na situação.

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