Bolsonaristas hostilizam jornalistas antes de proclamação sobre urnas
POLÍTICA

Bolsonaristas hostilizam jornalistas antes de proclamação sobre urnas


Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que aguardavam o pronunciamento do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre as urnas eletrônicas agrediram e hostilizaram jornalistas hoje (22) no lugar onde ocorreu a enunciação do político, em Brasília.

O grupo se reuniu em frente ao lugar e pressionava para entrar na sala da coletiva de prelo. Houve relatos de agressões físicas contra uma jornalista e xingamentos a outros integrantes da prelo.

Posteriormente insistirem, os bolsonaristas conseguiram entrar no lugar. Diante do incidente contra uma colega de profissão, outros jornalistas afirmaram que se negariam a permanecer na sala, diante da falta de segurança.

Relatório contra urnas. O PL, de Costa Neto, protocolou hoje (22), no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), um relatório sobre um suposto mau funcionamento das urnas eletrônicas na disputa presidencial deste ano, na qual Bolsonaro saiu derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A estudo pede a invalidação de votos em urnas fabricadas até 2020. O partido encaminhou uma Representação Eleitoral para Verificação Extraordinária à Incisão.

“Pretende-se com a Verificação Extraordinária, ora requerida, confirmar os ‘Indícios de Mau Funcionamento das Urnas Eletrônicas’ apresentados no Relatório Técnico do PL, de modo a fundamentar a incerteza dos resultados gerados pelas urnas eletrônicas de modelos de fabricação anteriores a UE2020, ou seja, modelos UE2009, UE2010, UE2011, UE2013 e UE2015”, diz um trecho do documento.

Invalidar votos. Em vídeo divulgado nas redes sociais no termo de semana, Costa Neto afirmou que o PL buscaria o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar invalidar votos registrados em urnas produzidas até 2020. “Pelo estudo que nós fizemos, tem várias urnas que não podem ser consideradas”, disse ele no último sábado.

Costa Neto garantiu que o PL apresentaria essa estudo à Incisão eleitoral hoje (22). O dirigente negou, no entanto, que a {sigla} queira rever o pleito. “Não queremos novidade eleição, não queremos agitar a vida do país, mas eles [TSE] têm que deliberar o que vão fazer”, alegou.

Em negação. Segundo apuração de Thaís Oyama, colunista do UOL Notícias, Bolsonaro continua inconformado com a guião nas urnas e telefona praticamente todos os dias para Valdemar pressionando-o para que tome uma medida judicial contestando o resultado da eleição presidencial.

Não há qualquer sinal de fraude ou problema técnico no pleito, conforme já atestaram o TCU e as próprias Forças Armadas. Três missões internacionais de reparo eleitoral também emitiram relatórios preliminares atestando a segurança das urnas eletrônicas, logo depois do primeiro vez.



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