Inspecção com fusão de imagens detecta cancro de próstata – 11/11/2022 – Seminários Folha
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Inspecção com fusão de imagens detecta cancro de próstata – 11/11/2022 – Seminários Folha


A detecção do cancro de próstata era um duelo para a medicina, já que métodos tradicionais por vezes não conseguiam identificar o tumor de forma precisa.

Esse cenário tem mudado graças à biópsia por fusão de imagens, considerada um dos principais avanços no diagnóstico dessa doença.

Segundo o Inca (Instituto Vernáculo de Cancro), o cancro de próstata é o mais generalidade entre os homens, com exceção do de pele não melanoma. Em 2020, foram registrados 65.840 novos casos da doença e 15.841 mortes.

Coordenador da espaço de radiologia intervencionista do Hospital Albert Einstein, Rodrigo Gobbo diz que a biópsia por fusão de imagens permitiu que os médicos tivessem um branco definido na hora de examinar a próstata.

Ao contrário do que acontece no cancro de peito, cuja biópsia é direcionada, na próstata o fiscalização é feito de forma aleatória. Isso quer expor que o profissional pode coletar até 28 fragmentos da glândula sem saber com certeza em quais áreas se localizam os possíveis tumores.

Os dois procedimentos usados para rastrear a doença não a identificam de maneira precisa. O mais publicado é o toque retal, no qual o médico insere o dedo no ânus do paciente para palpar a próstata em procura de alterações. Em universal, o profissional examina a zona ulterior e lateral da glândula, onde os tumores costumam se instalar.

“Esse teste tem uma vez que vantagem a sua disponibilidade, porque ele é simples de ser feito, mas o médico só consegue detectar lesões que estejam ao alcance do toque do dedo e nem toda lesão da próstata é passível de ser alcançada dessa forma”, explica Gobbo.

O outro fiscalização é o PSA, que mede no sangue os níveis do antígeno prostático específico. Essa proteína é excretada pela glândula e, em altos níveis, pode indicar um cancro.

Existem, porém, doenças benignas da próstata que elevam o PSA, uma vez que a hiperplasia prostática. Ou por outra, o fiscalização nem sempre consegue detectar alterações na concentração do antígeno, diz Marcus Vinícius Sadi, responsável pelo setor de uro-oncologia da Unifesp (Universidade Federalista de São Paulo) e pelo setor de cancro de próstata da Sociedade Brasileira de Urologia.

“A gente ainda faz o toque retal porque, além de ser simples e barato, um pouco em torno de 5% e 15% dos pacientes podem ter tumores graves da próstata que não elevam o PSA”, diz.

Para driblar esses problemas, a medicina tem apostado na biópsia por fusão de imagens, que combina sonância magnética e ultrassom para localizar áreas onde há mais verosimilhança de cancro.

“Isso aumentou a precisão do procedimento em muitas vezes. As publicações mais recentes dizem que o paciente deve fazer a biópsia com fusão de imagem, porque ela está se tornando a melhor prática médica. No porvir, essa vai ser a regra”, diz Gobbo.

Para fazer esse procedimento, porém, é preciso ter feito antes o toque retal e o PSA. Caso haja alguma diferença, o médico pode recomendar uma sonância multiparamétrica, que gera múltiplas informações sobre a glândula.

Caso as imagens indiquem a urgência de uma biópsia, o profissional encaminha a pessoa para o ultrassom transperineal, considerado um progresso na detecção da doença.

O procedimento é feito com um ultrassom para que se possa ver em tempo real a glândula e realizar a extração dos fragmentos para estudo.

A grande mudança é que os exames modernos acessam a próstata pelo períneo (região entre o ânus e a base do pênis), e não pelo reto, uma vez que é mais generalidade hoje.

Segundo Gobbo, com o método tradicional, há risco de levar bactérias do reto para a próstata e provocar uma infecção potencialmente grave.

Com o novo procedimento, diz, as infecções podem zerar.

Durante o ultrassom transperineal, o médico é guiado pelas imagens da sonância de modo a encontrar com precisão as áreas onde a suspeita de cancro é maior. Na biópsia tradicional, não havia uma maneira exata de saber quais pontos eram esses.

Apesar de ser um progresso, o fiscalização ainda não é atingível à população em universal. O hospital A.C. Camargo, especializado em cancro, por exemplo, ainda não definiu o valor por ser uma novidade.

Mas Stênio de Cássio Zequi, líder do Meio de Referência em Tumores Urológicos, diz que esse tipo de biópsia custa murado de R$ 1.250, mesmo com cobertura do projecto de saúde.

Na rede pública, uma exceção é o Hospital Municipal Vila Santa Catarina, em São Paulo. Sob gestão do Albert Einstein, a unidade realiza o procedimento desde setembro deste ano.


Veja o seminário completo:

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