Instituto lança silabário com orientações para não desabar em armadilhas na Black Friday
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Instituto lança silabário com orientações para não desabar em armadilhas na Black Friday


Com a proximidade da Black Friday, que acontece na última sexta-feira de novembro, oferecendo promoções aos consumidores, as entidades de resguardo do consumidor orientam o cidadão para não entrar em armadilhas ao se deparar com as chamadas megaliquidações e os preços aparentemente baixos. A data, tradicional dos Estados Unidos é realizada no Brasil desde 2010, e começou uma vez que um evento exclusivamente online, passando para o varejo físico em seguida. Os lojistas utilizam o dia para aumentar a saída dos produtos e renovar os estoques para o Natal.

Conforme o legista da Espaço de Relacionamento do Instituto de Resguardo do Consumidor (Idec), David Guedes, é importante prestar atenção em três fatores durante esses períodos de promoção e grande apelo mercantil, que são essas datas especiais. Em primeiro lugar, o planejamento, que envolve procurar com calma pelos itens aos quais se têm urgência para não ceder às tentações dessas promoções.

O legista alerta que as pessoas gostam da vocábulo promoção, e por isso é preciso evitar fazer comprar que vão além da urgência real de consumo e de sua verdade financeira. “Estamos em um momento muito difícil em que o endividamento das famílias no Brasil está supra de 75% devido a vários fatores, logo é importante que as pessoas façam o consumo consciente, utilizando essas oportunidades para fazer uma compra de itens que realmente precisa e não permanecer se endividando a toa”.

O segundo ponto, segundo Guedes, é a pesquisa, que zero mais é do que verificar quais os itens desejados, a qualidade, as especificações e o fornecedor, principalmente aquele incógnito. “É preciso pesquisar a reputação daquela loja, de que forma ela resolve os problemas com o consumidor, se há um histórico de problemas muito difícil e longo, e uma vez que a empresa lida com esse tipo de problema relacionado às Black Friday anteriores. Todas essas informações nós conseguimos na internet com certa facilidade”.

O último ponto é a segurança, com o consumidor estando vigilante à grande quantidade de golpes, uma vez que links falsos em redes sociais, aparecendo uma vez que anúncios de poderoso apelo e atrativo, com preço muito inferior do praticado no mercado e longe da verdade da promoção. “Muitas pessoas acreditam, clicam no link e acabam instalando vírus no seu dispositivo ou mesmo sendo direcionadas para uma página falsa de pagamento que some depois. É preciso vacilar de ofertas muito vantajosas e evitar comprar de fornecedores desconhecidos”, disse o legista do Idec.

Guedes ressalta a questão dos falsos descontos, que também costumam ocorrer nesse período, quando a empresa sobe seus preços nos dias anteriores e no dia da Black Friday diminui para dar a falsa teoria de desconto. “Isso é uma fraude e pode ser denunciada para o Procon. É importante que o consumidor siga a traço do planejamento com as pesquisas nas semanas anteriores para verificar se está ocorrendo esse tipo de manobra e evitar fazer negócio com esse tipo de vendedor, porque haverá fornecedores com os preços verdadeiramente em conta”, orienta.

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As denúncias podem ser feitas no Procon da cidade onde o consumidor reside ou no site da Secretaria Vernáculo do Consumidor (Senacon). Se a pessoa for vítima de uma fraude com prejuízo financeiro é preciso registrar um boletim de ocorrência.

“Se o consumidor puder identificar de alguma forma a empresa ou o vendedor, é provável fazer a reclamação no Procon. No entanto, é muito geral que isso não seja tão fácil, porque os fraudadores normalmente utilizam empresas falsas”, disse.

Guedes lembrou que é praticamente impossível restabelecer os valores pagos nesses casos porque os golpistas têm uma forma muito específica de agir para não serem identificados, “por isso é tão importante que o consumidor tome todas as medidas para se precaver”.

O legista destacou ainda que todas as regras do negócio em universal se aplicam para a data, uma vez que o prazo de entrega e o recta de compunção, que tem o prazo de 7 dias a partir do recebimento do resultado. “Não tem nenhuma diferença. E o fornecedor precisa executar a oferta que faz. Havendo qualquer problema e se o comprador tentar resolver com a empresa e não conseguir, pode procurar os órgãos de resguardo do consumidor”.

Para orientar e esclarecer as dúvidas dos consumidores quer pretendem fazer compras no período da Black Friday, o Idec elaborou uma silabário que pode ser acessada no site do instituto.

* Com informações da Escritório Brasil.

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