Pesquisa mostra que substância da cerveja pode ajudar no combate à doença de Alzheimer
SAÚDE

Pesquisa mostra que substância da cerveja pode ajudar no combate à doença de Alzheimer


Não tem porquê negar que a cerveja é uma das bebidas mais populares e antigas do mundo, no entanto, ao mesmo tempo, é uma divisora de opiniões pois há quem ame e também quem deteste o sabor do lúpulo (vegetal trepadeira da família das canabináceas), que é o responsável por dar à bebida seu cheiro e palato amargo. Segundo uma pesquisa recente, publicada na ACS Chemical Neuroscience, e divulgada pela “Veja”, tal substância vai além do propósito de dar cheiro à cerveja. Os produtos químicos que são extraídos das flores de lúpulo podem inibir a concentração de proteínas beta-amiloides (associadas à doença de Alzheimer). 


Post sobre o objecto. (Reprodução/Twitter @VEJA)


Conforme detalhado pela “Veja”, a doença de Alzheimer é neurodegenerativa e é caracterizada por uma perda gradativa de neurônios e de sinapses no cérebro. O que razão essa doença é a aglomeração dessas proteínas na região cerebral, que ao se unirem, formam placas que impedem que haja informação entre as células durante as sinapses. As estratégias preventivas e terapêuticas com o potencial para interferir nesse processo são de crescente interesse pois esse processo acontece antes que qualquer sintoma se manifeste. 

O veículo de informação mostra que, dentre as estratégias, existe uma que envolve os “nutracêuticos” ou provisões que possuem alguma função medicinal ou nutricional  porquê é o caso das flores de lúpulo, que têm sido exploradas porquê um substância com potencial de interferir na aglomeração de proteínas beta-amiloides.

Os pesquisadores, com o propósito de identificar esses compostos, criaram e caracterizaram extratos de quatro variedades comuns de lúpulo, utilizando para isso método similar ao usado no processo da fabricação de cerveja. Com os testes, eles descobriram que os extratos contavam com propriedades antioxidantes e poderiam dificultar que as proteínas beta-amiloides se juntassem nas células nervosas humanas. O extrato do lúpulo Tettnang, encontrado em muitos tipos de cervejas mais leves, foi o de maior sucesso. 

A desenlace dos pesquisadores foi que, embora não justifique ingerir cervejas mais amargas, o trabalho mostra que os compostos de lúpulo podem servir porquê base para nutracêuticos que combatem o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Foto Destaque: Cerveja. Reprodução/Pxfuel.

 



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