Trabalhadores denunciam filtração para estar em atos golpistas em SC
POLÍTICA

Trabalhadores denunciam filtração para estar em atos golpistas em SC


O MPT (Ministério Público do Trabalho) de Santa Catarina recebeu 21 denúncias de assédio eleitoral de funcionários que relataram terem sido obrigados pelos empregadores a aderir aos bloqueios golpistas nas rodovias de Santa Catarina com pedidos de mediação militar.

Os episódios fazem segmento de um relatório divulgado ontem pelo órgão, que revelou ter recebido 313 relatos de assédio eleitoral no estado ao longo da corrida eleitoral, vencida no dia 30 de outubro pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que superou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas por 50,9% contra 49,1% dos votos válidos.

De combinação com a definição do MPT, o assédio eleitoral ocorre quando um empregado é intimidado, ameaçado ou constrangido no envolvente de trabalho por um superior ou colega que tenta manipular seu voto.

Região dominada pelo agro lidera denúncias. O documento elaborado pelo MPT não divulgou as empresas suspeitas de terem cometido assédio eleitoral. Mas o documento informou que há 205 indústrias e comércios denunciados por funcionários. O oeste catarinense, região que concentra empresas do agronegócio, lidera as ocorrências.

Bolsonaro teve votação expressiva em SC. Santa Catarina foi um dos estados que reagiu de maneira mais incisiva à vitória de Lula nas urnas, com bloqueios e pedidos de mediação militar logo posteriormente o resultado das eleições. Candidato à reeleição, Bolsonaro recebeu no estado 69,27% dos votos no segundo vez. Lula ficou com 30,73%.

Lideranças identificadas. Em uma outra apuração feita pelo Ministério Público de Santa Catarina, foram identificadas 12 lideranças com suspeita de terem organizado e financiado os bloqueios. Os nomes não foram revelados pela entidade.

Willian Jaeger foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após agredir um agente da PRF com uma barra de ferro em um ponto de bloqueio em Rio do Sul (SC), em frente à loja da Havan - Reprodução - Reprodução

Willian Jaeger foi recluso em flagrante por tentativa de homicídio posteriormente agredir um agente da PRF com uma barra de ferro em um ponto de bloqueio em Rio do Sul (SC), em frente à loja da Havan

Imagem: Reprodução

Empresário catarinense foi recluso por ataque com barra de ferro. Willian Jaeger, 33, foi recluso em flagrante por tentativa de homicídio posteriormente agredir um policial rodoviário federalista na cabeça com uma barra de ferro. O agente só não se feriu com mais sisudez porque estava de penacho. O delito ocorreu no dia 7 de novembro em um bloqueio no trecho da BR-470 de Rio do Sul (SC), em frente a uma loja da Havan.

Jaeger é responsável de postagens negacionistas durante a pandemia e sócio da empresa Pré-Fabricar Construções Ltda, multada pela PRF por participação no bloqueio. A infração ocorreu às 13h57 do dia 3 de novembro no km 136 da BR-470, a somente 11 quilômetros da sede da empresa.

A resguardo dele foi procurada, mas não quis se manifestar sobre o caso.

2.nov.2022 - Bolsonaristas pedem "intervenção federal" em manifestação em Balneário Camboriú (SC) - Herculano Barreto Filho/UOL - Herculano Barreto Filho/UOL

2.nov.2022 – Bolsonaristas pedem “mediação federalista” em revelação em Balneário Camboriú (SC)

Imagem: Herculano Barreto Rebento/UOL

Viagem de 42 horas até SC. Entre a noite de 31 de outubro e a manhã de 1º de novembro, no auge das paralisações, a reportagem do UOL Notícias permaneceu por mais de nove horas em um ônibus interestadual travado em um bloqueio no rodoanel Mário Covas, que dá entrada à rodovia Régis Bittencourt, em Embu das Artes (Grande São Paulo). Na ocasião, havia agentes da PRF no lugar, mas eles não se mobilizaram para desobstruir a via.

O coletivo só chegou ao tramontana final em Santa Catarina posteriormente 42 horas na estrada, em um veículo com crianças e idosos que chegaram a passar mal no trajectória de 770 quilômetros. A velocidade média foi de 18 quilômetros por hora no trajeto.



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