Um cemitério de animais no parque Ibirapuera – 10/11/2022 – São Paulo Antiga
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Um cemitério de animais no parque Ibirapuera – 10/11/2022 – São Paulo Antiga


São Paulo se transforma de maneira tão veloz que muitos fatos curiosos de sua história simplesmente desaparecem sem deixar vestígios. Ou, nesse caso, quase.

No parque Ibirapuera seus frequentadores, principalmente aqueles que desfrutam da pista de cooper, com certeza já notaram uma enorme cruz de pedra localizada ao lado do charmoso restaurante Selvagem. É praticamente impossível não nota-la de tão grande.

O que quase ninguém imagina é que a cruz não tem zero a ver com um sítio para preces, mas sim com um macróbio cemitério de animais que era localizado exatamente ali.

A origem

Corria o ano de 1929 quando alguns paulistanos se juntaram com a União Internacional Protetora dos Animais – UIPA (esta a mais antiga sociedade social brasileira, fundada em 1895) para edificar no final da Rua França Pinto, trecho que atualmente é a Avenida IV Centenário, o primeiro hospital veterinário e cemitério de animais de São Paulo. O sítio passou a ser sede da UIPA, com hospital, asilo (porquê se chamava a espaço de animais para doação) e o cemitério.

Em uma era que o parque Ibirapuera ainda estava longe de virar verdade, essa região ainda não era tão valorizada porquê atualmente e existiam muitos terrenos disponíveis. A espaço totalidade do multíplice devotado aos animais totalizava 13.200 metros quadrados.

Quem viesse até a UIPA tinha a seu dispor toda a assistência veterinária disponível para o tratamento de seus animais de estimação, fossem eles cães, gatos ou mesmo animais de grande porte, porquê cavalos, em uma era que os veículos com tração bicho ainda eram usados na capital paulista.

Já o cemitério foi adotado por muitas famílias que apreciavam dar uma morada final digna para seus animais de estimação, sendo que rapidamente o cemitério foi tendo seus espaços preenchidos. Os túmulos eram tão variados quanto os encontrados em cemitérios humanos, sendo que alguns eram tão grandiosos que pareciam sepulturas de pessoas.

O termo

A história do sítio começaria a mudar depois a inauguração do parque Ibirapuera, ocorrida em 21 de agosto de 1954. A partir deste momento a UIPA começou a suportar pressão para que procurasse outro lugar para operar. O bairro estava começando a se valorizar e a escol que se formava ao volta do parque não via com bons olhos – veja só – um sítio que atendia animais de pessoas carentes. E também onde já se viu, manter um cemitério junto de um parque? Apesar de por cá alguns torcerem o nariz, parques compartilhados com cemitérios são realidades em outras cidades do mundo, porquê Boston (EUA).

A UIPA permaneceria no Ibirapuera até 1972 quando o portanto Prefeito, Figueiredo Ferraz, determinou a desapropriação da espaço e a saída da UIPA e do cemitério de animais. Ferraz cedeu outra sítio para a entidade na Marginal Tietê, onde ela está até hoje, porém não teve consideração com os animais sepultados ali cujos túmulos foram todos eles destruídos, a exceção de dois que até hoje repousam ali servindo, apesar de um tanto escondidos, de recordação do extinto cemitério.

Pinguim, o leal camarada

Se o túmulo do pastor boche labareda atenção pelo grande tamanho, o de Pinguim é exatamente o oposto. Localizado a poucos passos de intervalo do primeiro, o mausoléu de Pinguim é um pequeno obelisco onde estão gravadas as inscrições com data de promanação e morte do bicho, além de um breve epitáfio feito por suas donas, Nina e Nice.

Apesar de estarem preservados falta um pouco de desvelo por secção da Urbia Parques, que administra o Ibirapuera, em dar a devida sinalização aos dois túmulos que agora são monumentos. Não há qualquer identificação em nenhum deles e no caso do pequeno obelisco de Pinguim todo o paisagismo foi feito deixando-o de costas para as pessoas (veja na galeria aquém) que ao verem o objeto pensam que é unicamente uma pedra. Isso pode e deve ser revisto.

Quando estiver passeando no Ibirapuera e passar nesta secção do parque, não deixe de destinar um momento a Pinguim, ao pastor boche e aos demais animais que um dia ali descansaram.


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